sexta-feira, 8 de julho de 2016

O requinte de Petrópolis

Entrada do Museu Imperial (não é permitido fotografar o seu interior)

Conhecer Petrópolis é reverenciar a História do Brasil. Para quem gosta de História, então, é um prato (de porcelana, diga-se de passagem) cheio de aprendizado e emoção!, como sentiu a jornalista Claudia Varella, que passou cinco dias mergulhada na cidade imperial serrana.
A Cidade Imperial nasceu do sonho de D. Pedro I de viver na região serrana do Rio de Janeiro com sua família, depois de ter descoberto os valores climáticos e belezas naturais do local. Ele não viveu para isso, já que teve de abdicar do trono e voltar para Portugal em 1831. Mas seu sonho (o projeto “Povoação – Cidade de Petrópolis”) foi levado a cabo por seu filho D. Pedro II, que arrendou ao engenheiro militar Júlio Frederico Köeller a Imperial Fazenda da Concórdia (ex-Córrego Seco), com a condição de que ele edificasse o povoado, o Palácio de Verão (hoje Museu Imperial), uma igreja e um cemitério. Para tal empreendimento, Köeller trouxe 2 mil colonos germânicos para a região serrana em 1845 e cumpriu sua promessa. De seu empenho, emergiu a Petrópolis Imperial, primeira cidade planejada da América Latina, com seus rios domados e contornados por jardins, pelo seu palácio, pelos casarões, pelas praças e pelos recantos privilegiados.
A presença do Imperador e da Corte levou à região uma legião de nobres, políticos, ricos negociantes e a intelectualidade da época, que ali construíram palácios, palacetes e casarões, muitos até hoje bastante preservados, no Centro Histórico. Ao longo de avenidas arborizadas integradas aos rios, passaram personalidades ilustres como Visconde de Mauá, Barão do Rio Branco, Ruy Barbosa, Santos Dumont, Vinícius de Moraes e vários presidentes como Getúlio Vargas, JK e FHC.

Aberto à visitação, o Museu Imperial, que foi residência de verão de D. Pedro II (1825-1891) e Dona Teresa Cristina (1822-1889), é um deslumbre, com seus 44 cômodos, duas alas, um corpo central e um andar superior, em que se destacam a sala de jantar, a sala de música, a sala do trono, os aposentos imperiais e seu escritório. Foi transformado em museu em 1943, com um decreto do então presidente Getúlio Vargas.
Para aproveitar melhor essa viagem no tempo, é preciso se transportar para a época imperial e entender melhor como se vivia ali. Você chega a ficar arrepiado em alguns ambientes, tamanha a importância histórica dali.


Sem acesso à casa da Princesa
Descendentes de D. Pedro II administram a Companhia Imobiliária de Petrópolis, cuja sede fica na casa onde Princesa Izabel e Conde D’Eu moraram por 15 anos, de 1874 a 1889. Da escadaria da varanda, a família Imperial fez uma de suas últimas fotos no Brasil, dias antes da Proclamação da República, em 1889. Depois, a família partiu para o exílio na Europa.
“O turista não tem hoje acesso à casa, que na minha opinião de-veria ser um centro cultural ou um museu sobre Princesa Izabel e sua família. Foi frustrante não poder visitar a casa e seus jar-dins”, opina Claudia Varella.

A casa, que foi construída em 1853 pelo Barão de Pilar, fazen-deiro e negociante, membro da primeira diretoria do Banco do Brasil, foi alugada, em 1874, a Luís Filipe Gastão de Orleans, o Conde D’Eu (1842-1922), que o adquiriu em definitivo dois anos depois.
Após 15 de novembro de 1889, a casa passou a ser ocupada pelas Delegações Diplomáticas da França (1894), do Chile (1899), da Bolívia (1900), da Alemanha (1901), dos EUA (1909). Atualmente, a casa é de propriedade da família Imperial Brasileira.

Imposto do Príncipe
Como a área central de Petrópolis foi uma fazenda de propriedade de Dom Pedro II e hoje é uma área nobre da cidade, seus herdeiros recebem 2,5% sempre que um imóvel nesta região é negociado. Especialistas calculam que cada membro da família real do ramo de Petrópolis receba entre R$ 3 mil e R$ 5 mil mensais com a taxa de laudêmio. Ironicamente, a taxa é conhecida na cidade como “imposto do príncipe”.
O pagamento do laudêmio tem de ser feito à vista à Companhia Imobiliária de Petrópolis. Caso contrário, o comprador, a quem cabe desembolsar esse valor, não recebe a escritura.


Fachada da casa de Princesa Izabel,
defronte à Catedral São Pedro de Alcântara


Restos mortais na catedral
A construção em estilo neogótico francês data de 1884, e o projeto inspira-se em catedrais no norte da França. Foram 37 anos de trabalho até que a nova Igreja de Petrópolis finalmente ficasse de pé. Apesar de concluída em 1925, as obras continuaram até 1969, quando a torre da Catedral São Pedro de Alcântara foi erguida.
Refletindo a importância histórica da cidade, é ali que estão enterrados os restos mortais de D. Pedro II, Dona Teresa Cristina, Conde D´Eu e Princesa Izabel. Os túmulos da família real são uma atração à parte: ricos em detalhes, foram esculpidos por volta de 1925 em mármore de Carrara. Os grandes vitrais da Catedral merecem destaque!

Catedral é imponente; no destaque, turistas visitam o mausoléu rodeado de vitrais

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Casarão de varandas altas

Construído por Carlos Pinto Filho, 
o casarão “mais lindo de Cachoeira” completa 90 anos em 2016

Do alto de seus 95 anos de idade, Cota Varella lembra da primeira vez que entrou no casarão, ainda em construção, da família, em Cachoeira Paulista. “Eu tinha uns cinco anos e quando entrei aqui (apontando para o chão da sala) havia um buraco enorme que dava para ver o porão. Havia muitas tábuas aqui. O piso da sala ainda estava sendo construído”, lembra ela.
Construído em 1926 por Carlos Pinto Filho, o Cacarro, o casarão da família Fortes Pinto completa 90 anos de existência este ano. Por conta da doença de Nana, Cacarro decidiu construir a “casa na cidade” para cuidar melhor da esposa. Morar na cidade facilitava os cuidados com ela. Anna Vieira Fortes, a Nana, viveu 47 anos, dos quais 26 anos vítima de uma doença (não diagnosticada na época) que a deixou sem andar e totalmente cega. Morreu de pneumonia em 1946.
Até então, o casal morava com três filhos (Cota, Antônio Carlos e José Carlos) na fazenda São Carlos, também  em Cachoeira. A caçula, Maria Helena, foi a única filha a nascer no casarão.
“O sr. Carlos Pinto Filho reside na cidade de Cachoeira, em bello palacete construído sob sua direcção. Possue uma victrola Victor, comprada no Rio”. Assim termina  reportagem sobre Cacarro, publicada na edição do jornal “O Brasil Industrial, Agricola, Commercial e Político”, de 1929, com o título “A pecuária como fonte genuína da riqueza nacional”. E Cacarro caprichou mesmo: construiu um casarão lindo, o mais lindo e bem cuidado de Cachoeira!

O requinte do casarão de Cacarro 

Detalhe da chaminé: o fogão de lenha da casa existiu até por volta de 1955

O casarão dos Fortes Pinto (hoje da família Varella), no centro de Cachoeira, é bonito por si só. O imóvel é suntuoso, requintado e muito bem cuidado. A copa é uma atração à parte, pela beleza dos seus azulejos europeus originais. “Papai também comprou do estrangeiro a pia do terraço, o piso da copa e outros materiais”, conta Cota, a primogênita do casal. 



Como era comum nas construções antigas, a casa tem porões por toda a sua extensão. Cota lembra que no porão seu pai criava pintinhos em um dos cômodos e, em outro, mantinha um laboratório fotográfico! Anos mais tarde, Carlos Varella usou um dos cômodos do porão para abrigar a ‘redação’ de seu jornal datilografado “O Cineasta”. Também já funcionaram nos porões loja de artesanato, papelaria, brechó e imobiliária. Na adolescência, os jovens da família organizavam bailinhos e discoteques na sala e no porão. Na festa de casamento do Nelsinho e Lina (em 1963), realizada na casa, os porões foram utilizados como dormitório para os parentes que vieram do Rio. No porão morou também, por muitos anos, a tia Carola (com seus filhos José e Paulo), irmã de Dorico Varella. A garagem esteve alugada por muitos anos para uma barbearia (do Zé Minhoca). O terraço era ao ar livre; a laje de cobertura só foi construída em 1955.
Apesar de ter 400 metros quadrados e 5 quartos (um deles foi anexado à sala principal), o casarão possui apenas um banheiro (um outro ficava no porão, para uso dos empregados). Antigamente não existia o conceito de suíte, bem comum hoje.


Na parte externa, o destaque são a escada em curva (cenário de fotos históricas), o jardim e o quintal, este era repleto de árvores frutíferas (abacate, caqui, acerola, romã, maracujá, mamão e goiaba, além das parreiras inesquecíveis). Ali também as crianças de todas as gerações já brincaram muito. “A nossa casa vivia cheia de amigos. Fizemos até um circo no quintal, e a entrada era um palito”, lembra Helena, a caçula de Cacarro e Nana. No alpendre, Cota reunia amigas para aulas de artesanato.
A casa foi comprada por Nelson Varella nos anos 40, com dinheiro fruto de um prêmio da loteria federal (no 18.636). O casal praticamente criou os dois filhos ali (apenas Nelsinho nasceu na casa). Por dois anos (1941-1942), a casa ficou alugada para terceiros (para um juiz; depois para o DER), antes de Cota e Varella se mudarem de vez para lá.
O casarão é o nosso lar, repleto de lembranças e boas histórias!



Ponto de encontro da família


Família Varella reunida no Natal  de 2015 na varanda da casa;
 faltaram o neto Guto, o bisneto Felipe e o trineto, Davi


O casarão da família é enorme, mas alguns cômodos são os locais de aglutinar todo mundo. Um deles é a varanda da casa.  É lá que a gente se concentra nos finais de semana para “esperar o café” ou no Natal, para conversar e “esperar o almoço”, que é servido no terraço. Em dias de eleição, é da varanda que a família observa a movimentação do Grupão (o maior colégio eleitoral de Cachoeira). A varanda tem espaço e assunto para todo mundo.
A copa da casa é o local do tradicional “café da vó Cota”. Em dias normais (durante a semana) a mesa principal basta; já nos finais de semana, com mais gente para tomar o café, a mesa da varandinha dos fundos é “anexada” à mesa principal, para encompridá-la (e mesmo assim fica apertado!). Ah, e tem o jeito certo de voltar a mesinha ao seu lugar original (tem de conhecer o segredo da chave...).
A sala principal é hoje um lugar de encontro ao redor da matriarca, a avó Cota. Como ela ainda utiliza cadeira de rodas (devido à queda que sofreu), avó Cota fica sempre sentadinha ali, na sala, a esperar seus familiares e as visitas. Esta sala tem histórias. Outrora, quando havia uma mesa de jantar ali, Nelson Varella reunia, às noites, parentes e amigos para jogar baralho. Seu sogro, Cacarro, fazia o mesmo. Um dos assíduos jogadores era o Dito Cego (figura conhecida na cidade), que sempre almoçava com a família Fortes Pinto. Também viveram na casa Inah e Bia (filhas do funcionário José Calixto) e vários empregados, como Rosália (cozinheira), Isaura (lavadeira) e Brasilina (costureira).
O casarão já foi palco de festas memoráveis e até de fatos históricos. Durante a Revolução de 32, quando Cachoeira sediou o Exército e a Força Pública do Estado (sob comando do coronel Euclydes Figueiredo, pai do ex-presidente José Figueiredo), o casarão foi saqueado por soldados e moradores da cidade (Cacarro guardara todos os bens no porão e cimentara a entrada, antes de levar a família para Taubaté).

Fotos: Claudia Varella e Acervo da família

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Nos aromas do Lavandário de Cunha

Chegue até 17h15 para ver o pôr do sol. Essa é a dica valiosa no site de O Lavandário, em Cunha (SP). Ao chegar lá, no alto do morro, você entende o esse convite quer dizer: a vista do Vale do Paraíba, com a Serra da Mantiqueira ao fundo, é deslumbrante em qualquer horário. Imagina ao pôr do sol!
                                                                             A vista do Lavandário é deslumbrante, com o Vale a seus pés
 
O cenário da plantação de lavanda e outras plantas aromáticas tem certa  semelhança ao da Provence, no sudeste da França, dizem. O Lavandário de Cunha já tem mais de 25 mil pés de lavandas plantados, sendo 10 mil delas em plena floração. Cada uma das plantas leva cerca de oito meses para florir, mas, por lá, ao longo de todo ano é possível imergir em uma área florida e perfumada.

 Passeio por entre os pés de lavanda

“Visitar o Lavandário em Cunha estava nos meus planos de viagens próximas a Cachoeira Paulista (SP). E o dia estava lindo, ótimas e alegres companhias, e o lugar não me decepcionou. Realmente é lindo, cheiroso, e a lojinha tem várias opções de lembranças e presentes. A novidade foi o sorvete de lavanda que é uma delícia. Dizem que o pôr do sol é lindo visto de lá, mas vai ficar pra uma próxima vez”, avalia Thaís Varella, que esteve no local com a irmã, Claudia Varella, e o sobrinho, Diego Varella, de 13 anos, no dia 23 de abril.




Thaís Varella e o sobrinho, Diego, experimentaram 
até o sorvete de lavanda no café da lojinha do Lavandário
 
Localização: km 54,7 da Estra-da Cunha-Paraty (SP 171), a 8 km do centro de Cunha.
Horário: De sexta a domingo e feriados, das 10h até o pôr do sol.

Site: http://www.lavandario.com.br/

Fotos: Claudia Varella
 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Por dentro do Mosteiro de São Bento

Vocês conhecem a Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo? Quem nunca esteve lá, certamente já ouviu falar e/ou conhece esse lugar por outro nome: Igreja do Mosteiro de São Bento. Sim, a igreja do Mosteiro tem oficialmente esse nome! Nossa Senhora de Assunção está lá, estampada no vitral atrás do altar. 

Vitral de Nossa Senhora de Assunção


Histórico
Com mais de 400 anos de história, o Mosteiro de São Bento forma um conjunto com a Basílica, o Colégio de São Bento e a Faculdade de São Bento. Foi fundado em 14 de julho de 1598, no local onde era a taba do cacique Tibiriçá, líder indígena tupiniquim. Um local privilegiado na época da São Paulo de Piratininga, entre o Anhangabaú e o Tamanduateí. 
No século XVII, Fernão Dias Paes Leme, o "caçador das esmeraldas", administrou a ampliação da igreja e melhorou as dependências do Mosteiro. Entre 1910 e 1922 foram demolidas igreja e mosteiro da época colonial. Em seu lugar, foram erguidas a nova igreja e o Mosteiro que conhecemos atualmente, de acordo com projeto do arquiteto alemão Richard Berndl. É desta época a decoração interna belíssima, em estilo Beuronense, feita pelo beneditino belga Dom Edelberto Gressnigt. Todo o complexo é um marco histórico, cultural e turístico da maior importância da cidade de São Paulo.
Tudo na igreja respira beleza e simbologia. Não deixem de olhar para os afrescos dos tetos da Basílica e da capela. São deslumbrantes!

Um dos tetos lindos da Igreja
 


Visita do Papa
O titular do mosteiro é dom. abade Mathias Tolentino Braga, que, em maio de 2007, hospedou o papa Bento XVI em sua primeira visita ao Brasil. "Foi dessa sacada que o papa acenou para a população lá embaixo. E eu estava vendo isso daqui de dentro", conta o monge Dom João Batista. A cadeira branca que Bento XVI usou está lá como relíquia.

Cadeira "do papa"



Brunch aos domingos
Sempre no último domingo do mês, o Mosteiro organiza brunch, evento que já faz parte do calendário da cidade de São Paulo. Após a missa das 10h, concorridíssima por ser embalada com cantos gregorianos acompanhados pelo Grande Órgão da Basílica, o brunch é servido aos participantes no refeitório monástico. Os brunches são um sucesso!
Depois da refeição, o grupo faz uma visita monitorada ao Mosteiro, passando por salas, teatro, corredores e terminando na capela interna, de uso exclusivo de monges e alunos do Colégio e da Faculdade.  
A visita vale a pena!

Maria José e Claudia Varella na capela interna do Mosteiro

 
Cristiane Rodrigueiro e sua sogra, Maria José, no brunch

SERVIÇO:
Brunch no Mosteiro de São Bento
Multipla Eventos
(11) 2440-7837

Fotos: Claudia Varella






 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Garrafas pet por descontinhos

Novidade no país, uma máquina multifuncional que automatiza a coleta seletiva de latas e garrafas pet oferece um programa de benefícios que dá descontos em bilhetes de transporte, conta de luz e livrarias.  Desde o dia 20 de setembro ela está na estação Sé do Metrô de São Paulo. A Retorna Machine foi instalada na área livre do local, em frente às bilheterias, com promotores para orientar sua utilização.


Aeroportos, estações de metrô, terminais de ônibus e shoppings centers serão os principais pontos de instalação do novo equipamento urbano na capital paulista.





Além da capacidade de armazenamento, de mais de mil recipientes aproximadamente, a máquina tem dois painéis laterais com LEDs, para veiculação de mídia, e uma tela touch-screen de 42´ na parte frontal, que interage com os usuários. Rede wi-fi, câmera, vídeo, impressora são alguns dos recursos da Retorna Machine, que também identifica códigos de barra e QR-codes, o que permite interligação com vários sistemas e desenvolvimento de programas de relacionamento e incentivos. 

A máquina tira fotos e grava vídeos que podem ser postados nas redes sociais. Também pode operar com programações diversas como pesquisa de mercado e campanhas promocionais.

Criada na China, a Retorna Machine funciona em cerca de 1200 locais de Pequim. O modelo brasileiro, porém, é inédito e exclusivo, sendo o único, em todo o mundo, que opera com programa de fidelização de usuário a partir de um software desenvolvido no Brasil, em parceria com uma empresa brasileira de tecnologia com atuação global. 


A Retorna Machine é multifuncional, pois coleta, identifica e qualifica produtos descartados, pontua e conversa com o usuário, além de veicular mídia. Seu funcionamento é simples e intuitivo: em três toques é criada uma conta para o programa de benefícios, com nome de usuário, e-mail e senha.

Cada embalagem depositada é avaliada instantaneamente pelo equipamento, que as reconhecem pelo código de barras, e, na hora, o usuário recebe seus “pontos triciclo”, de acordo com o Programa:





Esses pontos poderão ser revertidos em recompensas ou doações a instituições. Basta acessar sua conta através da Retorna Machine, pelo site da Triciclo (empresa brasileira responsável pela iniciativa) ou pelo Aplicativo Retorna Machine (que estará disponível a partir do dia 5 de outubro de 2015), e efetuar a troca pretendida.

Atualmente, a Triciclo conta com a AES Eletropaulo (projeto Recicle Mais, Pague Menos) para efetuar a troca dos “pontos triciclo” em desconto na conta de luz.  Outra parceira é a PLDevice, com resgate de “pontos triciclo” em crédito no Bilhete Único. Uma terceira participante é a Saraiva, para troca de “pontos triciclo” em pontos do Saraiva Plus, permitindo desconto em livros e demais produtos. O usuário também poderá reverter seus pontos em doação para o Projeto Arrastão, parceira da Triciclo.

Hoje, 100 “pontos triciclo” valem R$ 0,35 na troca por créditos no Bilhete Único e R$ 0,27 na conta de luz. Na Saraiva, será uma troca de “pontos triciclo” por pontos Saraiva Plus.
Em outubro, serão inaugurados pontos no Shopping Butantã, Shopping Jardim Sul e Shopping Metrô Santa Cruz. Em novembro, no Terminal Rodoviário do Tietê. Está em desenvolvimento o crédito em telefonia pré-paga, wi-fi propagado pela máquina e vale- alimentação.
 

Até o fim de 2015, mais 18 máquinas serão instaladas em São Paulo, com capacidade de coleta estimada em 20 mil unidades diariamente, atingindo um público aproximado de dez milhões de pessoas com campanhas de comunicação. 

Máquinas no Metrô
Atualmente, o Metrô tem instalada em suas estações 88 máquina dispensadoras de produtos. Dentro os principais produtos oferecidos estão livros, revistas, refrigerantes, e alimentos. Além disso, nos últimos meses houve uma diversificação neste segmento e as vending machines passaram a comercializar cosméticos e flores para presente.


Fonte: Assessoria de Comunicação do Metrô.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Nas arcadas da São Francisco

Qual foi o primeiro curso de Direito do Brasil: em São Paulo ou em Olinda? De acordo com a Lei de 11 de Agosto de 1827, o então "Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil" D. Pedro I criava dois "Cursos de Sciencias Juridicas e Sociaes" um em São Paulo e outro em Olinda. Essas e outras curiosidades podem ser aprendidas durante a visita monitorada à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, sempre na última sexta-feira do mês, com agendamento (telefone: 011-3111.4053). O itinerário resgata momentos históricos, marcos culturais e movimentos políticos que passaram pelo local. Vale também pelos detalhes da decoração do imóvel.

  Lei de criação do curso de Direito, na Sala da Congregação

A Academia de Direito de São Paulo serviu à época como instituição-chave para o desenvolvimento do país recém-emancipado de Portugal. Era pilar fundamental do Império, pois se destinava a formar governantes e administradores públicos capazes de estruturar e conduzir a nova nação. Da Faculdade de Direito, partiram os principais movimentos políticos da História do Brasil, como o Abolicionismo, de Joaquim Nabuco, até a campanha das Diretas Já, de Ulysses Guimarães e Franco Montoro. Ao longo do tempo, dela emergiram nove Presidentes da República, vários governadores, prefeitos e outras incontáveis figuras de destaque, como Ruy Barbosa e Monteiro Lobato.

Desde o início, a Academia de Direito começou a funcionar nas dependências do convento de São Francisco (dó séc. XVI), herdando um acervo de aproximadamente 5 mil volumes. Em 1934, a Faculdade de Direito passou por ampla reforma, cujo projeto é de autoria de Ricardo Severo, sucessor de Ramos de Azevedo.

 Entrada principal da Faculdade

Atualmente tombado como patrimônio histórico do Estado de São Paulo, a Faculdade abriga importante acervo cultural, como os vitrais da escadaria, produzidos pela Casa Conrado Sorgenicht, e os mobiliários do Salão Nobre e da Sala da Congregação, confeccionados no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, além de várias pinturas e esculturas. O destaque especial está na Biblioteca, que, em 1825, já reunia acervo de 2 mil volunos dos frades franciscanos. Tornou-se a primeira biblioteca pública de São Paulo, antes mesmo da inauguração da Faculdade.

 Visita ao suntuoso e luxuoso Salão Nobre. Lindo!

Visita monitorada termina no pátio central da Faculdade 

Além disso, a Faculdade de Direito foi a primeira instituição a integrar a Universidade de São Paulo no momento de sua criação, em 1934.

  Os bastidores da biblioteca, com acervos em processo de higienização



Fotos: Claudia Varella
Texto: Extraído do site http://www.direito.usp.br/


 

terça-feira, 7 de julho de 2015

9 anos e 41 histórias

"Ele tem 9 anos e 41 histórias". Esse é o título da matéria que fiz em janeiro de 1997 para o caderno Folhinha, da Folha de S. Paulo. História bonita de um menino pobre que adorava escrever histórias e que, no futuro, sonhava em ser "astronauta", entre outras profissões citadas. No dia da entrevista, realizada na casa dele em Mauá (região do ABC), ele me presentou com o seu livro publicado: "O Peixe Dourado". Li no dia e, anos depois, reli várias vezes para minha filha pequena. Guardo o livro até hoje!  


Dezoito anos depois daquela entrevista, durante arrumação do armário em casa, encontrei uma pasta com minhas reportagens da época da Folha. Entre tantas, encontrei essa... Quando me deparei com a foto, tive uma grata surpresa: aquele menino lindo de sorriso largo é hoje um ator conhecido da TV e do teatro. Ícaro Silva, que fez o Rafa em Malhação (2003-2007) e hoje, aos 28 anos, é o ator principal do musical "S´imbora, o Musical – A história de Wilson Simonal". Várias novelas na carreira.


Foto: Divulgação 

Ícaro não virou astronauta, mas teve uma trajetória estrelar! Parabéns!

terça-feira, 7 de abril de 2015

Kobra em São Lourenço

Local que remete à minha infância, São Lourenço, no sul de Minas, era o destino de passeio preferido de meus pais aos domingos, quando a família reunida saía para passear. Quarenta anos depois, voltei à cidade com esse mesmo espírito: passear com minha filha, já adolescente, nesta cidade mineira, que compõe o Circuito das Águas.

 Passeio com a filha adolescente/ Foto: Thaís Varella

Além do tradicional Parque das Águas, a cidade oferece outras atrações interessantes, como a Estação de Trem, que serviu de cenário para algumas produções da Globo e onde ainda é possível fazer nos finais de semana uma passeio até o município de Soledade numa maria-fumaça! Outro passeio divertido foi subir até o Mirante da cidade pelo teleférico. Na cidade, há alguns bons laticínios, para a compra de queijos e doces.

Charmosa Estação de Trem
Vista do Mirante

Mas a menina dos olhos da cidade é mesmo o Parque das Águas, administrado hoje pela Nestlé. O parque é lindo, limpo, bem cuidado, com atrações para todas as faixas etárias. Tem opções de esportes (caiaque e pedalinhos, quadras esportivas, pista de cooper, tirolesa, arvorismo, campo de bocha, triciclo), culturais (cantos de leitura), de lazer (playgrounds diversos), gastronômicas (restaurante, barzinho e lanchonete) e terapêuticas (como o Centro Hidroterápico-Balneário, que oferece diversos tratamentos de beleza e relaxamentos), além das grande atração do parque: as suas fontes de água. São diversas: gasosa, alcalina, ferruginosa, carbogasosa, magnesiana e sulfurosa). Tudo ao seu alcance para fazer a "degustação" de cada tipo de água.


 Tradicional pedalinho no lago do Parque

Centro Hidroterápico-Balneário foi inaugurado em 1935

 Fonte de água alcalina

Lugar para descansar e relaxar 



Grafites do Kobra
O Parque das Águas acabou de inaugurar duas obras de arte do grafiteiro Eduardo Kobra: são dois murais de 42 metros quadrados cada. Pintadas na passagem subterrânea que liga um lado ao outro do parque, uma das obras remete à água e a preservação do meio ambiente. A outra é uma homenagem aos 125 anos do parque e retrata uma cena antiga em perspectiva. Ambas trazem efeitos tridimensionais, marca registrada deste artista urbano.

As obras, que foram inauguradas no início de abril deste ano, são permanentes e foram desenvolvidas no local com o intuito de dar mais visibilidade ao uso consciente da água.



 Grafites do Kobra no Parque das Águas

Fotos: Claudia Varella
FONTE: Portal G1.





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Mafalda, 50

Mafalda, a menina espevitada, sensível, crítica, com um humor ácido e humanizado, completou em 2014 seus 50 anos de vida, pelas mãos do cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino.

A exposição é super gostosa de visitar. A gente de diverte com as tiradas de suas tirinhas. 


Fã dos Beatles, da primavera, a paz, seu triciclo e mega preocupada com o planeta, Mafalda é atemporal em seus questionamentos, dúvidas e dilemas. "Já que não conseguimos amar-nos uns aos outros, por que não tentamos amar-nos outros aos uns?"

"O Mundo Segundo Mafalda"
Praça das Artes
Até 28 de fevereiro.
Entrada franca.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Noite Mexicana em Noite de Finados

Cemitério Primaveras celebra a vida em Final de Semana de Finados
Ações começam com festa mexicana em 01/11 e incluem oficina infantil, apresentações musicais, palestras e plantão com psicólogos, além da tradicional missa campal. Quinze mil pessoas são esperadas.
A morte tem significados diferentes em cada cultura. Para algumas pessoas é o fim de tudo; para outras, apenas o começo de um ciclo. O fato é que se despedir de um ente querido é sempre impactante e faz repensar a vida. 

Para acolher os visitantes e dar a chance de homenagear familiares e amigos que se foram, o Grupo Primaveras promove eventos especiais a cada Dia de Finados, com todas as atividades abertas ao público. 
Desde 2007, é o primeiro cemitério do país a iniciar as homenagens na noite de 01/11. Este ano, cerca de 500 pessoas são esperadas para o “Finados Mexicano”, a partir das 20h de 01/11. A inspiração veio da tradicional festa mexicana, o Dia de los Muertos. Segundo a tradição, nessa noite os mortos têm permissão para vir visitar parentes e amigos vivos, por isso a data é celebrada com alegria, música, comidas e caminhos iluminados por velas para facilitar o encontro.
No dia 2/11, em comemoração aos 10 anos de inauguração do Crematório Primaveras, haverá uma Simulação de Cerimônia de Cremação; e uma homenagem ao educador e escritor Rubem Alves, falecido há três meses.
"Também participaremos de uma ação nacional que convida os visitantes a responderem à pergunta 'O que eu quero fazer antes de morrer?', que visa gerar reflexão sobre a morte e incentivar a concretização de sonhos em vida", diz Gisela Adissi, CEO do Grupo Primaveras e vice-presidente do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), que lidera a campanha.

Programação Finados:
 
Noite mexicana - 1 de novembro 
20h - Missa campal
20h45 - Apresentação de Mariachis 
21h45 - Mini-procissão e encerramento com distribuição do Biscoito da Saudade e paletas mexicanas.
Local: Primaveras 1, Av. Octávio Braga de Mesquita, 3.535 - Guarulhos

Programação especial para Finados - 2 de novembro
Primaveras I (Av. Octávio Braga de Mesquita, 3.535 - Guarulhos)
10h - Missa campal e palestra (Serviço de Apoio às Famílias)
10h - Oficina infantil com psicólogos para expressão do luto infantil
11h30 - Simulação de Cerimônia de Cremação
15h - Missa campal e palestra (Serviço de Apoio às Famílias)
16h30 - Simulação de Cerimônia de Cremação

Primaveras II (Av. Silvestre Pires de Freitas, 1.579 - Guarulhos)
11h - Missa campal e palestra (Serviço de Apoio às Famílias)
11h - Oficina infantil com psicólogos para expressão do luto infantil
15h - Missa campal

Ao longo do dia: 
  • Estátuas vivas com distribuição de mensagens
  • Painéis para expressão artística e interação do público
  • Oficina infantil de artes e trabalhos manuais
  • Plantão com psicólogos especializadas nas questões do luto
  • Apresentações musicais com violinistas
  • Padre para benção nas sepulturas
Sobre o Grupo Primaveras 
Há 42 anos no mercado, o Grupo Primaveras (www.primaveras.com.br) é formado por dois cemitérios parque, um crematório, duas funerárias e plano de assistência funeral, em Guarulhos (SP).

Para mais informações, por favor, entre em contato com a Assessoria de Imprensa:
Priscila Sérvulo
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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Brasil tem dois museus entre os 25 melhores do mundo

Matéria reproduzida do Estadão.
 
Mônica Reolom - O Estado de S. Paulo
16 Setembro 2014

Instituto Ricardo Brennant e Inhotim foram bem avaliados pelos usuários do site TripAdvisor

TripAdvisor/Divulgação
Inhotim, em Minas Gerais, ficou bem classificado
Dois museus brasileiros estão entre os 25 melhores do mundo segundo um prêmio do site de viagens TripAdvisor. O Instituto Ricardo Brennand, no Recife, ficou em 17º lugar, enquanto Inhotim, em Minas Gerais, ficou na 23° posição. O instituto recifense está acima do Louvre, em Paris, um dos mais famosos do mundo, que atingiu a 19°posição. O Art Institute of Chicago garantiu o 1° lugar mundial.
O Travelers' Choice Museus 2014, que reconhece os melhores museus do mundo de acordo com a opinião dos 280 milhões de usuários mensais do site, será anunciado globalmente nesta terça-feira, 16. No total, 509 museus foram classificados.
TripAdvisor/Divulgação
Instituto Ricardo Brennand é um dos melhores museus do mundo
Na América do Sul, o Instituto Ricardo Brennand e Inhotim ficaram em 1° e 2° lugar, respectivamente, superando os resultados de 2013. No ano passado, a instituição mineira aparecia apenas em 3° lugar, atrás do Museu do Ouro, em Bogotá, e do Museu Larco, em Lima. O Instituto Ricardo Brennand nem constava nos melhores do continente. Entre os dez melhores, ainda aparece o Museu da Língua Portuguesa em 4°, a Pinacoteca de São Paulo em 7°, o Museu do Futebol em 9° e o Catavento em 10°.
A cidade de São Paulo teve cinco representantes entre os top 10 brasileiros.

Veja os rankings:
Mundo
1) Art Institute of Chicago (Chicago, Estados Unidos)
2) Museo Nacional de Antropologia (Cidade do México, México)
3) State Hermitage Museum and Winter Palace (São Petesburgo, Rússia)
4) The Getty Center (Los Angeles, Estado Unidos)
5) Galleria dell'Accademia (Florença, Itália)
6) Musée d'Orsay (Paris, França)
7) The Metropolitan Museum of Art (Nova York, Estados Unidos)
8) The Acropolis Museum (Atenas, Grécia)
9) Museo Nacional del Prado (Madri, Espanha)
10) Yad Vashem Holocaust Memorial (Jerusalém, Israel)
11) The National WWII Museum (Nova Orleans, Estados Unidos)
12) National Gallery (Londres, Inglaterra)
13) Vasa Museum (Estocolmo, Suécia)
14) National Gallery of Art (Washington, Estados Unidos)
15) British Museum (Londres, Inglaterra)
16) Hagia Sophia Museum (Istambul, Turquia)
17) Instituto Ricardo Brennand (Recife, Brasil)
18) Galleria Borghese (Roma, Itália)
19) Musée du Louvre (Paris, França)
20) The Rijksmuseum - National Museum (Amsterdã, Holanda)
21) Smithsonian National Air and Space Museum (Washington, Estados Unidos)
22) The Museum of Qin Terracotta Warriors and Horses (Xi'an, China)
23) Inhotim (Brumadinho, Brasil)
24) Museum of New Zealand - Te Papa Tongarewa (Wellington, Nova Zelândia)
25) Museo del Oro (Bogotá, Colômbia)

Brasil
1) Instituto Ricardo Brennand (Recife)
2) Inhotim (Brumadinho)
3) Museu da Língua Portuguesa (São Paulo)
4) Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo)
5) Museu do Futebol (São Paulo)
6) Museu Imperial (Petrópolis)
7) Catavento Cultural (São Paulo)
8) Museu de Ciências e Tecnoligia da PUCRS (Porto Alegre)
9) Museu da Gente Sergipana (Aracaju)
10) Museu da TAM (São Carlos)

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Carlos Varella lança dia 20 "Aquela Menina no Trem"



Será dia 20 de setembro, sábado, o lançamento do livro "Aquela Menina no Trem e Outros Contos", do escritor Carlos Varella. A noite de autógrafos será realizada no Centro Cultural de Cachoeira Paulista, a partir das 20 horas, e contará também com exposição de desenhos do artista plástico Sebastião Albano e apresentação musical de Marcelo Naná. O livro será vendido a 20 reais o exemplar. Carlos Varella é membro da Academia Cachoeirense de Letras e Artes (ACLA).
"Aquela Menina no Trem e Outros Contos", décimo livro do autor, contém 21 contos, quase todos tendo como cenário a cidade de Cachoeira Paulista, que Varella sempre chama de "cidade mágica". A trama dos contos e os personagens são em sua maioria fictícios, embora muitas vezes inspirados em casos e personagens reais. No conto "Abandono", por exemplo, escrito como ficção, o fio condutor da trama procurou ficar o mais próximo que pôde de uma tragédia ocorrida na cidade em meados da década de 1920.
Nos contos aparecem também alguns personagens reais, alguns destes com seu nome verdadeiro, como em "Fantasma Travesso", em que o fantasma do artista plástico Jairo Ramos apronta mil e uma molecagens.



Trecho do livro:
"Por todas as ruas do bairro, durante toda a noite, houve estalidos e cheiro de pólvora, como se alguém jogasse um punhado de pólvora no fogacho de uma vela. Em seguida ouvia-se aquela gargalhada sonora e ubíqua, tão característica das molecagens de Jairo.
O filme da sessão coruja dos insones foi pro brejo: todos os canais de tevê saíram do ar na madrugada.
Os cães ladraram como nunca, e os gatos miaram, e os galos cantaram, e as galinhas cacarejaram, e os passarinhos pipiaram; coaxaram as rãs, cricrilaram os grilos, chichiaram as cigarras, e o gado de uma fazenda próxima mugiu a noite inteira." (do conto Fantasma Travesso)