terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dia da Internet Segura: Pense Antes de Postar

A INSAFE, conjunto de organizações ligadas à Comissão Europeia, estabeleceu o dia 9 de fevereiro como o Dia da Internet Segura. A data, celebrada desde 2003, pretende alertar para o uso responsável da rede, divulgando guias sobre como se proteger e denunciar possíveis abusos. O Brasil aderiu à campanha em 2009, juntando-se a outros 49 países. A iniciativa partiu da ONG SaferNet, Ministério Público Federal e do Comitê Gestor da Internet. Desde então, foi formada uma parceria com diversas instituições, como escolas, governos e veículos de comunicação interessados em contribuir com a mobilização.

No site Dia da Internet Segura, é possível ter acesso a um material didático com cartilha, textos e vídeos especialmente produzidos para a utilização em sala de aula. Como parte da programação, está agendado para a próxima semana um debate com especialistas de diferentes áreas, além de um curso de capacitação para professores da rede pública.

O tema da campanha esse ano é Pense Antes de Postar. O diretor de prevenção da SaferNet Brasil, Rodrigo Nejm, afirma que é preciso ter uma atenção especial aos jovens e aos novos usuários, considerados mais vulneráveis aos perigos da internet. "Um problema recorrente é a publicação de fotos íntimas, que acaba gerando vários constrangimentos. Por isso, é necessário conscientizar não só os jovens, mas também pais e educadores", diz.


A Safernet Brasil é uma associação com atuação nacional, fundada em 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bachareis em Direito. Entre outras ações, a entidade criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, que oferece o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento on-line de denúncias anônimas sobre qualquer crime ou violação aos Direitos Humanos praticado na internet.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Emílias pelas ruas da Vila Buarque

Dezenas de Emílias e Viscondes pelas ruas da Vila Buarque, em São Paulo, brincando o carnaval. O desfile do Bloco das Emílias e dos Viscondes será na próxima sexta, dia 12, com concentração na praça Rotary, às 14h. O Bloco é resultado de uma parceria entre a Biblioteca Monteiro Lobato, o Espaço Arterial e a Escola Estadual Arthur Guimarães.

O objetivo desse trabalho é a preservação e o resgate de uma tradição apoiada em festejos de rua que celebram a literatura infantil, as marchinhas carnavalescas e que têm as crianças como protagonistas.

Este ano, o Bloco comemora a obra A menina do Narizinho Arrebitad, que completa 90 anos. O Bloco surgiu em 2006 em homenagem aos 70 anos da Biblioteca Monteiro Lobato. No carnaval de 2007, o bloco retornou com o Saci como tema. Em 2008 o bloco novamente garantiu a folia na Vila Buarque, trazendo como destaque a personagem Cuca no Sítio do Pica-Pau Amarelo. No ano seguinte, foi a vez de Tia Nastácia percorrer as ruas da Vila Buarque. Colocar o bloco na rua, em todos esses anos, exigiu a realização de oficinas de percussão, adereços, musicalidade para elaboração da marcha-enredo e construção de bonecões-tema a cada ano.

Bloco das Emilias e Viscondes

Percurso: saída da Praça Rotary pelas ruas Major Sertório, Cesário Motta, General Jardim, Dr. Vila Nova, Major Sertório, chegando na Praça Rotary.

SAMBA-ENREDO

A Menina do Nariz Arrebitado

A menina do nariz arrebitado

resolveu botar a fantasia

saiu prá rua com o povo

espalhando simpatia

O bloco das Emílias e Viscondes

abre os braços com alegria

pra receber a Narizinho na sua folia

Reina reina reina Narizinho

a princesinha do Sitio do Pica-Pau

reina reina reina Narizinho

nesse carnaval

Nari Nari Nari Narizinho

a menina do nariz arrebitado

Nari Nari Nari Narizinho

hoje o bloco vai sair mais animado


FONTE: Biblioteca Mário de Andrade

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Boas ideias para diminuir consumo das sacolinhas

Como fazer para diminuir o uso de sacolas plásticas? Ideias não faltam. Três ideias boas são as vencedoras do concurso cultural Saco de Ideias, uma iniciativa do Instituto Akatu. O concurso fez parte da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente, com patrocínio da rede de supermercados Carrefour.

Para participar do concurso, bastou uma ideia na cabeça e uma câmera na mão para gravar um vídeo criativo de até um minuto e responder a pergunta: O que você pode fazer para reciclar, reutilizar, recusar ou reduzir o uso de sacolas plásticas? Os dez trabalhos mais votados pelo público foram analisados por uma comissão julgadora formada pelos diretores de criação das três agências que são parceiras institucionais do Instituto Akatu — Leo Burnett, Lew Lara e Brancozulu.

Dados da Associação Brasileira de Supermercados apontam que o Brasil consome 12 bilhões de sacolas plásticas por ano. Um dos grandes problemas decorrentes do uso indiscriminado de sacolinhas é o seu descarte incorreto. Além de poluírem rios, lagos e mares, as sacolas descartadas incorretamente entopem bueiros e provocam enchentes, como as que castigaram a cidade de São Paulo neste verão.

Assista aqui aos vídeos vencedores

1ºlugar
Eco Furoshiki
Sofia Katamani é apaixonada pela cultura japonesa e trabalha na divulgação do furoshiki (arte tradicional japonesa de bolsas e embalagens), por meio do grupo Mottainai, que divulga ações da cultura japonesa que contribuem para a preservação do meio ambiente.

http://www.youtube.com/watch?v=L21OqoljgUs

2º lugar
Ensaca Sacolas
O professor de teatro Alessandro Dias, de Varginha (MG), mostra um colete que serve para colocar as compras de supermercado. A idéia surgiu de uma conversa com uma amiga. “Ficamos lembrando de como fazíamos antes. Quando criança, eu saía para fazer compras na venda e trazia as compras na camiseta”, lembra.

http://www.youtube.com/watch?v=KeSdn2OIn2s

3º lugar
Reutilizar é bom. Recusar é melhor ainda
Recém-formado em artes visuais, Daniel Luizzari, de Presidente Prudente (SP), sempre separou o lixo para a reciclagem e tem uma composteira para os restos orgânicos. A mãe faz artesanato usando sacolas plásticas. "Descobri como fazer o 'papel-plástico' que mostro no vídeo e que hoje uso para fazer meus cartões de visita. Mas descobri que o melhor é recusar a sacola, toda vez que posso, eu recuso", conta ele.

http://www.youtube.com/watch?v=nyZJx6VO_xU

Outras ideais
Bolsa plástica de crochê
Apesar de não terem sido premiadas, outras duas boas idéias valem a pena serem conhecidas. Em uma delas, a autora ensina a fazer um fio com as sacolas plásticas. Com uma agulha de crochê, é possível fazer bolsas plásticas a partir desse fio, transformando assim várias sacolinhas descartáveis em um produto que pode ser reutilizado diversas vezes.

http://www.youtube.com/watch?v=qjPzRegdQ1k

Lixo de papel
A segunda é tão simples que até as crianças podem fazer. Em vez de usar o saco plástico para armazenar o lixo em casa, como faz a maioria das pessoas, basta montar um simples origami feito de jornal para forrar a lixeira. Assim, as sacolinhas podem ser reutilizadas na próxima compra.

http://www.youtube.com/watch?v=4nBp4oC36T4

FONTE: Instituto Akatu

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Soltando a voz no Karaokê


Começa amanhã o Paulistão do Karaokê. É o 16º Concurso de Karaokê do Estado de São Paulo, que será realizado nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro, em Arujá. Pela primeira vez, o local que sediará o concurso é o Nippon Country Club, que comemora neste ano, uma data histórica: 50 anos de fundação.


O Paulistão terá 614 cantores, de 4 a 90 anos, divididos em seis categorias: infantil, tibico, juvenil, adulto, pop e veterano. Todos participaram de semifinais realizadas nas 15 regionais filiadas à União Paulitsta de Karaokê (UPK) espalhadas pelo Estado. A expectativa é de que 15 mil pessoas assistam a competição.


“Embora seja um concurso para amadores. Temos cantores com nível profissional e muito bem preparados para enfrentar o público e também o júri”, disse Yuki. Para ele, o Paulistão “é uma integração da comunidade através da música e o único concurso com som digitalizado”, afirmou Luiz Yuki, presidente da UPK.


Originário do Japão, o Karaokê nasceu na cidade de Kobe. A palavra Karaokê é uma combinação de duas palavras abreviadas: "KARA", que vem de karappo e significa "vazio", e "OKE", que vem de okesutura e significa "orquestra". Na época em que o karaoke foi criado, em Kobe, o cantor não tinha os recursos musicais de hoje e só tinha o acompanhamento de palmas. Hoje, graças à tecnologia japonesa, o karaokê conta com diversos equipamentos sonoros – o videokê , o mais utilizado em festas, bares, restaurantes e eventos, é a junção da imagem com o som.



FONTE: União Paulista de Karaokê

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

400 exemplares de A Cigarra na net

O Arquivo Público do Estado de São Paulo disponibiliza em seu site mais de 400 exemplares da revista A Cigarra, que marcou a imprensa brasileira no início do século XX. Com a digitalização do acervo, pesquisadores e estudantes, que até então tinham acesso apenas aos originais da revista no salão de consultas da instituição, agora podem acessar seu conteúdo integralmente pela internet. Os exemplares disponíveis datam de 1914 a 1946.


O processo de digitalização foi longo e ainda não está finalizado. Já foram digitalizadas mais de 30 mil páginas da revista; a previsão é que até o início do próximo ano toda a coleção disponível na Hemeroteca do Arquivo Público do Estado de São Paulo também possa ser pesquisada pela internet. O acesso à revista é simples, com recursos que permitem ao usuário fazer marcações, escrever notas e imprimir a página visualizada.

A Cigarra surge em 1914, época em que cidade de São Paulo estava se modernizando, com o crescimento do número de pessoas alfabetizadas e, por conseguinte, a popularização dos veículos de comunicação impressos. Publicada não só em São Paulo, mas também no interior, a revista tinha tiragem quinzenal.

Com uma linguagem de fácil entendimento, porém sem deixar de ser sofisticada, A Cigarra tinha um público leitor amplo. Rica em ilustrações, a revista também se caracterizava pelo grande número de seções, com a abordagem de temas variados, tais como artes plásticas, teatro, música, ciências e cinema, além da cobertura de eventos na cidade. A revista era levemente direcionada ao universo feminino, como indicam as seções Vida Doméstica e Colaboração das Leitoras.

Um fator fundamental para o sucesso da revista por longas décadas foi a participação de renomados intelectuais, como Oswald de Andrade, Olavo Bilac e Monteiro Lobato, além da variedade de assuntos e o foco no entretenimento. Para afirmar o sucesso de A Cigarra na época, a seção Colaboração das Leitoras foi mencionada na conhecida obra Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado.

A imprensa foi vista como um veículo de suma importância para o desenvolvimento cultural, social e econômico do estado no século XX. Os veículos de comunicação paulistas da época tinham a responsabilidade de mostrar os novos comportamentos e hábitos que estavam surgindo com as inúmeras transformações ocorridas na sociedade. Nesse sentido, A Cigarra foi um dos veículos que participou mais ativamente na divulgação de um novo modo de pensar e viver em São Paulo.

FONTE: Núcleo de Comunicação do Arquivo Público do Estado de São Paulo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Prêmio a Irmã Dulce

O Conselho Federal de Farmácia concedeu à Irmã Dulce (in memoriam) a Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional, a mais alta homenagem da entidade. A entrega da honraria mereceu solenidade especial, realizada em Brasília, em comemoração ao dia do farmacêutico. A ocasião marcou ainda a entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico à superintendente das Obras Sociais Irmã Dulce, Maria Rita Pontes, que representou a instituição na homenagem póstuma a Irmã Dulce.

A outorga da Ordem do Mérito Farmacêutico Internacional e da Comenda do Mérito Farmacêutico é um reconhecimento a personalidades ilustres que prestaram relevantes serviços à profissão farmacêutica. Na opinião dos dirigentes do Conselho Federal de Farmácia, Irmã Dulce merece todas as homenagens, pois tornou-se Oficial de Farmácia em janeiro de 1941, com apenas 26 anos, e pelo devotamento, em vida, aos pobres e doentes. Durante toda sua vida, Irmã Dulce exerceu o ofício em paralelo aos múltiplos trabalhos de assistência aos desvalidos, que a faziam desempenhar, entre tantos outros, o papel de administradora, enfermeira, “Mãe dos Pobres” e consoladora dos aflitos.

FONTE:
Obras Sociais Irmã Dulce

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Memória da Imprensa: o jornalismo no Brasil

O Arquivo Público do Estado de São Paulo lançou o site temático Memória da Imprensa, que reconstitui momentos importantes da história da imprensa do Brasil. O espaço disponibiliza uma seleção de periódicos datados entre 1854 e 1981. Ao todo, são 14 títulos de jornais e revistas de época.

“Os pesquisadores poderão acessar desde publicações que marcaram época, como a revista A Cigarra (1914-1975) e o jornal Última Hora (1951-1971), até títulos menos conhecidos, como o jornal sindical Notícias Gráficas (1945-1964) e o anarquista La Barricata (1912–1913)”, diz Carlos de Almeida Prado Bacellar, coordenador da instituição.

O site oferece micro coleções de documentos, inseridas numa narrativa que situam os periódicos no contexto histórico. O material disponibilizado oferece as diferentes visões da imprensa sobre momentos da história do país.

“Jornais e revistas complementam e dialogam com a documentação oficial preservada pelo Arquivo, inclusive precisando data e sequência dos acontecimentos históricos”, explica o diretor do Departamento de Preservação e Difusão do Acervo do Arquivo Público do Estado, Lauro Ávila Pereira.

O layout do site foi inspirado na diagramação de um jornal. As coleções mais consultadas pelo público ganham destaque e compõem as “manchetes” do portal. O site será atualizado periodicamente, com a inclusão de mais títulos e outros exemplares dos periódicos atualmente disponíveis.

FONTE: Comunique-se

Jornalismo e Políticas Públicas Sociais

Começam hoje as inscrições para o curso de extensão "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais", promovido pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), em parceria com a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).

A iniciativa tem por objetivo estimular entre os participantes uma consciência crítica a respeito da qualidade do conteúdo da mídia sobre as questões sociais brasileiras. Para tanto, serão examinados casos concretos da cobertura dos veículos de comunicação do país, como forma de compreender o tratamento editorial, cultural e ético dado às políticas públicas sociais em geral e, especificamente, às políticas voltadas à infância e adolescência.

Também serão desenvolvidas metodologias que propiciem a avaliação da visão do comunicador acerca da agenda social, contribuindo para a uma representação mais democrática da mídia a partir da exploração de uma multiplicidade de temas e da inclusão de diversos atores da cena social brasileira.

Para a secretária-executiva da Rede ANDI Brasil, Ciça Lessa, o fato de o curso ser aberto à comunidade contribui para uma diversidade de olhares e opiniões sobre o tema. "Vários profissionais ligados à àrea social também participam e enriquecem significativamente o debate. É preciso estar atento à importância da mídia e de toda a população no acompanhamento das políticas públicas", afirma.

Os encontros serão realizados às segundas-feiras, do dia 1º de março a 21 de junho de 2010, no Auditório Freitas Nobre da ECA-USP (av. Professor Lúcio Martins Rodrigues, 443, Cidade Universitária). As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 12 de fevereiro. A carga horária total será de 36 horas.

O curso faz parte das atividades do Programa InFormação, uma realização da ANDI que conta com o apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo. O objetivo do Programa é a qualificação de estudantes de jornalismo na cobertura da agenda social brasileira.

Serviço:
Curso de Extensão "Jornalismo e Políticas Públicas Sociais" (ECA-USP)
Inscrições: até 12/02
Quando: 01/03 a 21/06/2010
Hora: 10h às 12h
Local: Auditório Freitas Nobre
Informações: politicaspublicas@andi.org.br

Fonte: ANDI

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A voz das ruas

Olha o meu amigo Tião Nicomedes, ex-morador de rua e escritor em ascensão, dando voz aos moradores de rua.

Parabéns, Tião, pelo talento e sensibilidade.

Veja a reportagem:

http://www.youtube.com/watch?v=XRzjBhI65ts

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Schindler brasileiro no cinema

Começam em breve as filmagens do documentário Bom para o Brasil, que conta a história de Luiz Martins de Souza Dantas, embaixador brasileiro em Paris, que, durante a Segunda Guerra, salvou do Holocausto em torno de mil pessoas (a maioria judeus). Estas pessoas conseguiram, graças aos vistos diplomáticos que receberam para o Brasil, sair da Europa e recomeçar suas vidas em outros países.

Souza Dantas pode ser comparado a Oskar Schindler, empresário alemão célebre por ter salvo 1.200 trabalhadores judeus do Holocausto. A história de Schindler rendeu o filme
A Lista de Schindler.

Bom para o Brasil
é a expressão que era regularmente aposta junto ao visto de entrada para o nosso país. Baseado nas pesquisas que resultaram no livro Quixote das Trevas, do historiador Fábio Koifman, o documentário vai contrapor a atitude solitária e humanista do embaixador, numa França entregue e ocupada pelos nazistas, às ordens expressas e secretas que recebia do governo Vargas quanto à proibição da concessão de vistos a “semitas e outros indesejáveis (sic)”, para o Brasil.

Souza Dantas, que permanece desconhecido pela historiografia em nosso país, tem o seu heroísmo humanitário reconhecido pelo Museu Yad Vashem, de Israel, como um “Justo entre as Nações”, e pelo governo francês, que colocou uma placa na casa onde morou, indicando que ali viveu um “Amigo da França”.

Com a total ocupação da França pelas forças alemãs, Souza Dantas foi levado, junto com outros diplomatas, para a Alemanha, onde permaneceu internado por 14 meses, tendo sido trocado por prisioneiros alemães no Brasil. Dos passaportes assinados irregularmente por ele, foram encontrados, por Fábio Koifman, 474, sabendo-se que uma grande quantidade dos que aqui chegaram durante a guerra, ou em outros países, procuraram esconder suas origens e seus documentos, em nome da ainda incerta sobrevivência.

Homem sensível e elegante, coube a Souza Dantas pronunciar o primeiro discurso da história nas Nações Unidas, colocando o seu nome definitivamente dentre os mais importantes da diplomacia mundial. Mas, em seu próprio país, permanece desconhecido.

FONTE: Rua Judaica